CALIGRAFIA

   Prezados alunos, aqui está o treinamento de caligrafia com o Professor Clayton, é um trabalho bastante importante, mesmo para quem acredita não precisar.  

   O primeiro passo é definir qual tipo de letra será alvo da sua escrita e caligrafia.

   Temos a letra " bastão " e a " de imprensa ", talvez mais conhecidas como " letra de forma ", a letra de imprensa é esta com a qual estou digitando este texto, temos também a letra " cursiva ", talvez mais conhecida como " letra de mão ", que é o tipo de letra que mais se usa na escola.

 


 

ALFABETO MAIÚSCULO

 

Em cima letra bastão ( de forma ), embaixo letra cursiva ( de mão ).

 

 

Notem na parte de baixo da figura, os númerais em letra bastão.

 

 


ALFABETO MINÚSCULO

Em cima letra de imprensa ( de forma ), embaixo letra cursiva ( de mão ).

Notem na parte de baixo da figura, os númerais em letra cursiva.


ALFABETO MAIÚSCULO E MINÚSCULO

" DE MÃO "     E     " DE FORMA "


        Letras maiúsculas são usadas em início de parágrafo, depois do ponto final, ou quando se tratar de substantivos próprios, algumas siglas e abreviaturas. Notem que escrevo " Professor " com " P " maiúsculo, mas o motivo vai além da ortografia.

        O início do nosso treinamento justifica-se pelos seguintes motivos: Redação ilegível, mistura confusa de maúsculas com minúsculas e/ou mistura confusa de letra cursiva com letra bastão ou de imprensa, ainda falta de pingo no " i " e " j " minúsculo e também tamanho de letra ( muito grande ou muito pequena ) e outros...

        Notem que o número dois e o quatro, têm diferença considerável da letra bastão ou a de imprensa para a cursiva. Notem também que na letra bastão o " i " maiúsculo e o " L " minúsculo são iguais. Observem ainda que o " i " minúsculo recebe pingo e o maiúsculo não, assim como o " j ".

        Não se esqueçam de que o parágrafo sempre se inicia com um espaço, os dois dedinhos, que talvez hoje sejam dedões ( risos ), que as Professoras dos anos iniciais falavam, do lado esquerdo.


CALIGRAFIA TÉCNICA SEGUNDO A ABNT


       Estando tudo esclarecido é hora de treinar, escolha o tipo de letra que vai utilizar e bom trabalho.

Procurar o Professor Clayton em caso de dúvida.


EXERCÍCIOS

            Escrever no verso da capa, todos os dados da escola e seus dados pessoais. Copiar do verso da capa do caderno de Língua Portuguesa.

             Observações:

             Procurar não fazer tudo em casa, reserve parte do exercício para fazer na aula de caligrafia, da mesma forma procurar não esquecer o caderno de caligrafia no dia desta aula, embora tenha exercícios, bons exercício de ortografia já previamente preparados para alunos ociosos.

                Levar o carderno para mostrar para o Professor quando for solicitado ou quando quiser mostrar.

                Nos fins de bimestre levar todos os cadernos de caligrafia que tiver, mesmo que o Professor já tenha vistado.

                Qualquer dúvida procurar o Professor Clayton.

             Lembre-se que no caderno de caligrafia as letras e números devem ser desenhados vagarosamente, com atenção e capricho, obedecendo as linhas. Fazer correndo e mal feito por tratar-se de uma obrigação imposta pela escola, é perda de tempo, pois em nada sua caligrafia irá melhorar. Bom trabalho:


1° BIMESTRE


- Na primeira folha ( frente ): A A A A A  A A A A ( forma ).

            ou     A A A A A A A A A A A ( de mão ).

   No verso: a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a ( forma ).

     ou  a a a a a a a a a a a a a a a a a a a  ( de mão ).

    Frente: B B B B B B B B B B B B B B B B B B ( forma ).

       ou  B  B B B B B B B B B B B B B B B B ( de mão ).

   No verso: b b b b b b b b b b b b b b b b b b b ( forma ).

       ou  c c c c c c c c c c c c c c c c  ( de mão ).

   Assim por diante, até acabar o alfabeto. Não esquecer das letras " K ", " W " e " Y ". Depois fazer o mesmo com os números: zero a nove.

    Zero na frente, um atrás, dois na frente, três atrás...

 

- Seu nome completo, frente e verso da folha. Use o tipo de letra que escolheu.

            Exemplo:

             Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Silva Xavier

            Joaquim  José  da  Silva  Xavier   Joaquim  José  da  Silva  Xavier  Joaquim José da Silva 

            Xavier  Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Sil-

            va Xavier  Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da 

            Silva Xavier Joaquim José da Silva Xavier  Joaquim José da Silva Xavier ....

             Até o fim do primeiro caderno.

             O exercício deve ser feito em linha, não em coluna.


 

2° BIMESTRE


 

Já no segundo caderno, após escrever no verso da capa todos os dados da escola e seus dados pessoais, copiados do verso da capa do caderno de Língua Portuguesa:

            Endereço da página, frente e verso da folha, cinco folhas. Use o tipo de letra que escolheu.

            www.webclayton.com/portugues.htm   www.webclayton.com/portugues.htm

            www.webclayton.com/portugues.htm   www.webclayton.com/portugues.htm

            www.webclayton.com/portugues.htm   www.webclayton.com/portugues.htm

            www.webclayton.com/portugues.htm   www.webclayton.com/portugues.htm

               Este exercício pode ser feito em coluna.

 

- Copiar os combinados do link ao lado: >>>>>CLIQUE<<<<<

             

- Copiar o texto abaixo:

  Em 2011, a concessionária registrou dois acidentes durante o resgate de pipas na rede elétrica 

    Empinar pipas durante as férias é garantia de diversão para a garotada. Mas a brincadeira pode ser muito perigosa quando não são tomados os cuidados necessários na confecção da pipa e no local escolhido para empiná-las.

         
    Nos últimos oito anos, a AES Eletropaulo registrou 113 acidentes com pipas na rede elétrica em sua área de concessão, sendo 26 fatais. Entre janeiro e maio de 2011, dois acidentes relacionados ao resgate de pipas na rede elétrica já foram registrados pela distribuidora. A concessionária realiza durante todo o ano campanhas de segurança e, no período de férias, intensifica o alerta sobre o risco de soltar pipas próximo aos cabos do sistema elétrico.


    A confecção das pipas é também uma grande preocupação da AES Eletropaulo. Os materiais utilizados, como linhas metálicas e rabiolas de fitas VHS ou cassetes são condutores de energia elétrica e em contato com a rede, podem causar curto circuito e provocar acidentes graves.

                                   
    O uso de cerol (pó de vidro com cola) oferece mais um risco: corta a camada de borracha que reveste os fios de alumínio ou de cobre, facilitando a transferência de corrente elétrica. Além disso, o cerol também pode provocar acidentes com pedestres, ciclistas e motociclistas. A AES Eletropaulo alerta ainda sobre os perigos de recuperar pipas que se encontram dentro das Estações Transformadoras de Distribuição (ETDs) ou subestações de energia. 

    A maioria dos acidentes ocorre nas regiões periféricas da capital e dos outros 23 municípios da área de concessão da empresa. “Para evitar que a brincadeira acabe mal, orientamos, principalmente por meio de campanhas, que as crianças e adolescentes empinem pipas longe da rede elétrica e se dirijam aos parques e às praças públicas para brincar com segurança”, afirma Fábio Carmo, diretor de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da AES Eletropaulo. 

Campanhas de Segurança

    Entre as ações contínuas da AES Eletropaulo estão faixas nos carros da frota e adesivos em postes, indicando os riscos de soltar pipas e de construir próximo à rede elétrica. A empresa também distribui folders sobre os perigos desta prática nas lojas de atendimento, na rede conveniada e nas caminhonetes dos eletricistas. As campanhas englobam ainda a distribuição de folders em displays de lojas de material de construção e a apresentação de vídeos educativos, além do uso de painéis informativos nas estações de trem, metrô e rodoviárias.     

    As palestras também são permanentes. Em 2010, foram realizadas aproximadamente 5.373 palestras sobre segurança e uso consciente de energia elétrica para mais de 330 mil pessoas e 6.940 apresentações com nossos caminhões interativos para um público de 104.100 pessoas. 

    Em 2011, até maio, foram realizadas 1.975 palestras para um público de 74.000 pessoas e 2.623 apresentações com nossos caminhões interativos pra um total de 8.603 pessoas. A AES Eletropaulo tem 150 conferencistas treinados e equipados para ministrar palestras em escolas, centros comunitários, igrejas, entidades, empresas e na comunidade de uma forma geral. Para solicitar o serviço, basta acessar o site www.aeseletropaulo.com.br e clicar no link Segurança. 

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Sobre a Dengue

       A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos).

História da Dengue

      O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi introduzido na América do Sul através de barcos (navios negreiros) provenientes da África, no periodo período colonial, junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios-fantasmas".

Sintomas da Dengue

      O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os sintomas aparecem. Geralmente os sintomas se manifestam a partir do 3° dia depois da picada do mosquitos.

Dengue Clássica

Mais Febre alta com início súbito.
Mais Forte dor de cabeça.
Mais Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles.
Mais Perda do paladar e apetite.
Mais Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Mais Náuseas e vômitos.
Mais Tonturas.
Mais Extremo cansaço.
Mais Moleza e dor no corpo.
Mais Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue hemorrágica

     Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:

Mais Dores abdominais fortes e contínuas.
Mais Vômitos persistentes.
Mais Pele pálida, fria e úmida.
Mais Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Mais Manchas vermelhas na pele.
Mais Sonolência, agitação e confusão mental.
Mais Sede excessiva e boca seca.
Mais Pulso rápido e fraco.
Mais Dificuldade respiratória.
Mais Perda de consciência.

    Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

    O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

A prevenção é a única arma contra a doença.

    A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

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Prefeitura instala sensores para combater violência nas escolas

Policiamento dentro das escolas é outra medida adotada pela prefeitura.
Escola Municipal Raimundo Nonato Monteiro Santana é um dos exemplos.

 

    Algumas escolas públicas de Teresina precisaram adotar medidas drásticas para combater a violência. O aumento do policiamento dentro das escolas além da instalação de sensores eletrônicos instalados em 96 escolas são medidas adotados pela prefeitura para diminuir o número de casos de violência. Exemplo da situação é a Escola Municipal Raimundo Nonato Monteiro Santana, que era considerada uma das mais inseguras da capital.

    Em junho, alunos e professores pediam proteção às autoridades para permanecerem na unidade escolar. “ Como podemos assistir aula sabendo que a qualquer hora podem nos jogar uma pedra? Podemos a qualquer hora levar uma facada ou até um tiro. A escola é muito insegura ”, relatou a estudante Marina Oliveira.

    Segundo o diretor da escola Minicio de Jesus Rego, a situação só mudou após a presença da Polícia Militar e da instalação de sensores na sala de professores, merenda e informática. “ Agora, podemos dizer que a escola está trabalhando normalmente. Os professores estão mais comprometidos porque estão mais encorajados, pois estão trabalhando com segurança ”, afirmou.

    Sobre a situação, o secretário de Educação do município, Kleber Montezuma, informou que a intensão da prefeitura é fortalecer a vigilância dentro das escolas por meio de câmeras. “ Em breve vamos ter outras formas de vigilância eletrônica. Queremos ter modelos mais sofisticados nas áreas em que temos problemas mais sérios. Para que isso ocorra, o processo está em andamento. Uma nova licitação será feita ”, disse.

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Indisciplina escolar, um grande problema da educação.

      Uma das questões mais discutidas no âmbito escolar está ligada à indisciplina, essa constantemente gera muita polêmica, as causas são inúmeras e dificilmente se chega a uma conclusão.
     Nesse sentido, o primeiro passo a ser traçado é a realização de uma análise no “embrião” do problema, ou seja, na origem da questão, é partir daí que se conhece os motivos que levam os indivíduos a comportar de forma indisciplinada.
     É preciso verificar a realidade da escola, da família, o psicológico, o social, além de muitos outros.
     As manifestações de indisciplina, muitas vezes, podem ser vistas como uma forma de se mostrar para o mundo, mostrar sua existência, em muitos casos o indivíduo tem somente a intenção de ser ouvido por alguém, então para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é uma forma de expressão.
     Muitas escolas não oferecem espaços adequados para a prática de esportes, para brincar ou correr nos intervalos. Diante disso, o espaço escolar fica limitado somente à sala de aula, como crianças e adolescentes detêm muita energia, a falta de locais para “ gastar ” essa energia conduz à indisciplina.
     Outro aspecto de grande relevância é a família, problemas de diversas ordens podem acarretar na indisciplina escolar, talvez esse aluno conviva em um lar desestruturado onde os pais não se respeitam e assim reproduzem o que presencia em casa na escola.
     Além disso, problemas psicológicos e sociais atingem diretamente o rendimento escolar, mais precisamente no fenômeno da indisciplina que se tornou, nos últimos anos, um dos principais problemas da educação no Brasil.
     A indisciplina cresce constantemente, produto de uma sociedade na qual os valores humanos tais como o respeito, o amor, a compreensão, a fraternidade, a valorização da família e diversos outros foram ignorados.

Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola


EXERCÍCIO 9 PARA TERMINAR O 2° BIMESTRE E INICIAR O 3° BIMESTRE


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A crise hídrica brasileira

2014

    O crescimento populacional, a industrialização, a expansão da agricultura e as mudanças climáticas, fenômenos inerentes ao desenvolvimento do país, vêm, constante e inevitavelmente contribuindo para o processo de degradação e escassez dos recursos hídricos. Não é necessário maiores entendimentos técnicos para compreender que, do fenômeno da intensa urbanização fatalmente decorrerá aumento da demanda - seja para seu consumo, seja com relação à descarrega de recursos hídricos contaminados, sendo fundamental que a infraestrutura de abastecimento acompanhe este fenômeno.
    Dessa forma, a atual crise hídrica brasileira encara, fundamentalmente, dois obstáculos: a escassez e a qualidade do recurso hídrico.
    A escassez das águas relaciona-se às políticas públicas, e aos instrumentos de gestão desses recursos, enquanto que a qualidade dos corpos hídricos relaciona-se às questões de saneamento e gestão de resíduos sólidos e líquidos.
    A análise desses obstáculos deverá ser feita de forma holística. Em outras palavras, as Políticas de Recursos Hídricos, de Saneamento Básico e de Resíduos devem ser implementadas de maneira integrada. Infelizmente não é o que ocorre na atualidade, devido à incapacidade do Estado brasileiro de atuar de forma planejada e sistêmica em suas esferas de governo, A título de ilustração, veja-se o exemplo da Lei de Saneamento Básico, que possui caráter voltado à atividade empresarial, tratando de questões relacionadas ao serviço prestado, deixando de integrá-la ao tratamento jurídico dos recursos hídricos.
    Para melhor compreender a atual crise, é importante conhecer a estrutura gerencial dos recursos hídricos no Brasil. A gestão hídrica no Brasil é dividida entre rios Federais, rios estaduais e águas subterrâneas. Até a publicação da lei 9433/97, a gestão das águas no Brasil se restringia à emissão de outorgas de uso pelos estados sem nenhum planejamento. Os cadastros eram praticamente inexistentes e tampouco havia informações sobre as bacias hidrográficas, sem falar na ausência de planos estaduais de recursos hídricos. Fato é que, em matéria de recursos hídricos, a legislação tradicionalmente a tratava como uma mera pauta do setor elétrico.
    Foi apenas com a Constituição de 1988, que a questão dos recursos hídricos passou a compor a pauta política, graças aos seus mandamentos, como a extinção da propriedade privada sobre a água, entregando-a à União e aos Estados, e a criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
    A lei 9433/97 instituidora da Política Nacional de Recursos Hídricos reconheceu a natureza difusa dos recursos hídricos ao estabelecer a sua dominialidade pública. Com a introdução de ferramentas de gerenciamento integrado e descentralizado dos recursos hídricos, a lei inaugurou no ordenamento brasileiro um novo paradigma, passando-se a reconhecer a finitude dos recursos e seu enorme valor econômico e social, devendo por isso serem preservados para presentes e futuras gerações.
    A importância de uma gestão eficaz agiganta-se, quando se tem em vista a distribuição dos recursos hídricos no planeta. Até mesmo no Brasil, que detém aproximadamente 14% da água utilizável do mundo, a desigualdade da distribuição interna de água exige um adequado gerenciamento, com o intuito de mitigar problemas relacionados à escassez hídrica. Isto porque, a distribuição regional dos recursos hídricos é de 70% para a região Norte, onde vivem somente cerca de 5% da população brasileira, enquanto que os 30% restantes abastecem aproximadamente 95% da população.
    Ao implementar instrumentos de planejamento, a lei 9433/97 inspirou-se no modelo francês. A característica marcante e definidora de referido modelo, é a implementação da gestão descentralizada e compartilhada. Para tanto, as unidades administrativas não coincidem com a divisão federativa clássica, mas a partir das bacias hidrográficas exixtentes.
    O modelo é eficiente e funciona bem na França, porque os seus instrumentos de gestão territorial estão muito bem implementados, tanto nas organizações institucionais quanto nos valores de sua sociedade civil. Em outras palavras, o modelo de gestão descentralizada francês possui fundamento numa experiência histórica que vem sendo aprimorada ao longo das últimas décadas, com a institucionalização da democracia local, através de uma série de dispositivos jurídicos.
    Dessa forma, quando a lei francesa define que, em matéria de política de água potável e saneamento, o papel preponderante é assegurado pelas comunas e seus grupamentos, em cooperação com os departamentos e as regiões, o modelo de fato funciona. Lá há como diretriz a ampla participação dos usuários de água, e como principal instrumento, a cobrança pelo uso do recurso (o que não ocorre em quase nenhum dos estados da federação brasileira), delegando aos comitês a responsabilidade tanto pela arrecadação quanto pela destinação dos recursos. Além disso, vale destacar que a matriz energética francesa é nuclear, diferente da brasileira, que é hidráulica envolvendo pois uma enorme alocação das águas.
    Assim, apesar de se tratar de um modelo exitoso na França, é factível a conclusão de que no Brasil o modelo da gestão descentralizada não alcançou o mesmo nível de êxito, principalmente devido à incapacidade generalizada do Estado brasileiro de implementar instrumentos de planejamento em sua estrutura. Sem planejamento, não há modelo que vingue.
    Por outro lado, o ordenamento jurídico brasileiro, por meio da lei 9.984/00, criou a Agência Nacional da Águas, centralizando a regulação dos sistema de gestão das águas. A criação da ANA aproximou o modelo de gestão brasileira ao sistema norte-americano.
    De acordo com o autor César Nunes de Castro , nos Estados Unidos a lei federal referente ao planejamento dos recursos hídricos foi instituída em 1965. Devido ao grau de autonomia dos estados norte-americanos, existem barreiras para a utilização das bacias hidrográficas como unidades de gerenciamento dos recursos hídricos. Os Estados Unidos adotam, conforme a escassez de água da região, a aplicação do direito ribeirinho ou de antiguidade.
    A partir dessa multiplicidade de sistemas de gerenciamento dos recursos hídricos, em 1965, foi publicada lei federal relativa ao planejamento destes recursos. Após a publicação desta lei, e de acordo com seus dispositivos, todos os estados elaboraram e publicaram leis próprias sobre este assunto.
    Nota-se que o modelo de gestão brasileira inspirou-se em dois contextos opostos e que, principalmente, distinguem-se flagrantemente da realidade política e geográfica brasileira. É que, o sistema hídrico francês em nada se assemelha às bacias hidrográficas brasileiras, assim como, o sistema de gestão adotado na América do Norte diverge da concepção brasileira de gerenciamento hídrico.
    Decorrência desse mistifório traduz-se na dificuldade de se implementar o marco legal, além de inúmeros conflitos referentes aos usos dos recursos hídricos entre os entes da federação, obstaculizando o processo de planejamento territorial.
    Apesar dos avanços trazidos pela Constituição e pela Política Nacional de Recursos Hídricos percebe-se que essas evoluções não tiveram o condão de eliminar a centralização legislativa, sem falar que, muito embora privilegie o uso múltiplo das águas, a CR/88 ainda mantém seu foco no aproveitamento energético dos recursos hídricos.
    Não se pode apontar o dedo ao aumento populacional e às mudanças climáticas, fenômenos que vêm evoluindo a olhos vistos ao longo dos anos. É certo que: se os instrumentos de gestão e planejamento previstos em lei tivessem sido observados, se a avaliação ambiental do recurso hídrico fosse feita de forma holística, contemplando as políticas de saneamento e de resíduos nos empreendimentos hidrointensivos como os hidroelétricos e de irrigação, talvez fosse possível combater com maior eficiência os conflitos de uso e de dominialidade que hoje existem, e, principalmente, talvez não estivéssemos vivendo a atual crise hídrica na intensidade e gravidade com que ela se impõe.

    

    O Brasil vive uma insegurança hídrica há nove meses. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os Estados mais atingidos por essa crise no abastecimento de água. A população resgatou velhos hábitos, como o banho de caneca, para economizar o líquido essencial à vida. 
    A região mais afetada foi a paulista, que vive em alerta desde fevereiro deste ano, quando o nível do Sistema Cantareira, que abastece atualmente 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, começou a cair. Antes, o reservatório sustentava nove milhões de lares (2,5 milhões passaram a ser atendidos por outros sistemas).
    Desde então, moradores de cidades como Guarulhos (Grande São Paulo) e da periferia da capital começaram a reclamar da falta de água durante a madrugada. O governo estadual nega que haja racionamento de água. 
    O Estado lançou uma campanha de descontos para quem economizasse água, mas mesmo assim os níveis do Sistema Cantareira continuaram a cair. O governo estadual passou a usar água do chamado volume morto (reserva de água abaixo da que é normalmente usada) em maio, mas esse lote, que deveria durar até 30 de novembro, já se esgotou. 
    O segundo (e último) lote dessa reserva técnica começou a ser usado na sexta-feira passada, quando o nível do sistema chegou a atingir 2,9%. Foram acrescidos ao sistema 105,0 hm3 (bilhões de litros) e o nível do Sistema Cantareira saltou para 13,6%, segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Hoje, a companhia contabilizou 13% no reservatório de água. 
    “A situação é preocupante. A água da segunda reserva do volume morto vai durar cerca de 60 dias. Se não chover, a situação vai ficar ainda mais alarmante”, afirma o professor de hidrologia e recursos hídricos da Unicamp (Universidade de Campinas) Antônio Carlos Zuffo.
    Segundo o especialista, o mês de outubro, quando começa o período chuvoso, registrou até hoje, dia 27, apenas 25 milímetros de chuva. O aguardado para o mês todo são 130,9 milímetros, segundo ele. “Está bem abaixo da média, choveu, até o momento, apenas 15% do que era aguardado para esse período”, explica o professor.
    Para que o nível do reservatório do Sistema da Cantareira pare de cair, como vem ocorrendo diariamente, seria preciso uma chuva de no mínimo 30 milímetros, segundo Zuffo. 
    Mas isso não isenta o governo de culpa, segundo o especialista. “O sistema de rede em lugares como a região central e zona norte da capital é bastante antigo, tem uns 80 anos, e já devia ter sido substituído para evitar vazamentos e, com isso, perda de água”, explica.
    Apesar de o uso da segunda, e única, reserva do volume morto ter sido criticada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal _que tentaram impedir a retirada com uma liminar, cassada posteriormente pela Justiça_ ela foi necessária, segundo Zuffo. “Nesse momento o importante é fornecer água à população. Mas é fundamental ter uma alternativa para não secar a fonte”, conta. 
    O professor afirma que se o volume morto não tivesse sido usado, o nível do Cantareira estaria negativo em 16%, quando em janeiro o nível era de 27%. 

    Crise no interior

    Recentemente, a crise hídrica bateu forte em cidades do interior, como Itu (75 km de SP) e Campinas (a 93 km de SP). A falta de água já está atingindo mais de 1 milhão de pessoas em dez municípios da região de Campinas, oito delas com racionamento implantado.
    Moradores da cidade dos exageros, Itu, dizem que não é hiperbolismo afirmar que a seca existe e está dominando a região. As represas da região, bastante usadas para nadar ou pescar, desapareceram. O racionamento já perdura ali há oito meses. 
    Para amenizar os danos à cidade, causados pela falta de água, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou a Defesa Civil do Estado a contratar, de forma emergencial, 20 caminhões-pipa para distribuição de água à população de Itu. A Defesa Civil também comprou sete caixas flexíveis que serão espalhadas pela cidade, e que funcionarão como postos de distribuição de água.
    “Eu nasci em Itu e nunca pensei que fosse abrir a torneira da minha casa e não ver nenhuma gota cair. Nossa situação é de calamidade pública. Não temos uma gota de água desde a véspera do primeiro turno das eleições [em 5 de outubro]”, afirma a doméstica Vera Lúcia Antunes, 53 anos. 
    Para driblar o problema, Vera comprou uma caixa d´água de 500 litros, que custou R$ 160, e a cada 15 dias precisa comprar água de um caminhão, que cobra R$ 100 por mil litros. “Faço essa água durar para uma família de quatro pessoas”, explica.
    Para economizar o líquido, Vera e sua família mudaram hábitos do dia-a-dia. “Passamos a esquentar a água que compramos para tomar banho de caneca. Antes lavava a roupa duas vezes por semana na máquina, agora só uma vez, quando vem um pouco de água. Quando não tem, vai na mão mesmo. A água que sai da máquina, usamos para lavar o quintal, e assim vamos sobrevivendo”, diz Vera.
    Moradores de Itu fizeram manifestações nas últimas semanas para protestar contra a falta de água que assola a cidade. 
    Segundo a moradora de Itu, outros municípios da região estão começando a reclamar da falta de água, como Salto, Indaiatuba e Porto Feliz. 
    A Prefeitura de Itu afirma que, diante da severa estiagem e suas possíveis consequências para a população, “é fundamental manter a cooperação e confiança entre os atores institucionais que atuam na gestão e regulação dos recursos hídricos brasileiros”.
    O município diz que está dando continuidade às ações de abastecimento adicional durante o racionamento de água na cidade, com caminhões-pipa que são programados para abastecer determinados bairros por dia. A ação é determinada pelo Comitê de Gestão da Água, segundo o município.
    Idosos e acamados já cadastrados têm prioridade para receber água, diz a prefeitura, que explica ainda que escolas, creches, unidades de saúde e outros prédios públicos continuam sendo atendidos com caminhões-pipa no período noturno. 

    Rio São Francisco

    Com a falta de chuvas no Sudeste, a principal nascente do rio São Francisco praticamente secou. E as consequências também apareceram perto da foz, na região Nordeste.
    Em locais em que a água era abundante, surgiram imensos bancos de areia. As ilhas que não param de crescer servem de pasto para os animais de fazendas próximas. 
    Entre os estados de Sergipe e Alagoas, a profundidade que era de dez metros hoje não passa de dois, o que dificulta a navegação.
    A pouca água compromete também o cultivo nos projetos irrigados às margens do São Francisco, também conhecido como Velho Chico. Há dificuldade para bombear a água usada nas plantações de arroz.
    O Velho Chico sempre atraiu olhares de quem chega as cidades às margens do rio e fez surgir bares e restaurantes que cresceram ao longo dos anos para atender aos visitantes, mas até esse setor tem sentido e muito o drama que enfrenta o São Francisco.
 
    A nascente do rio São Francisco está localizada na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, em Minas Gerais. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 mil km².

 

 

10° - Copiar o texto abaixo:

 

 

           Vírus do ebola pode ter ficado mais contagioso, advertem cientistas

     Cientistas que acompanham a evolução do surto de ebola na Guiné dizem que o vírus sofreu uma mutação e pode ter se tornado mais contagioso.
     Mais de 22 mil pessoas foram infectadas com o ebola e 8.795 morreram na Guiné, Serra Leoa e Libéria.
Pesquisadores do Instituto Pasteur, na França - os primeiros a identificar a epidemia, em março -, começaram a analisar centenas de amostras de sangue de pacientes de ebola. Eles monitoram as mutações do vírus e tentam descobrir se o ebola está sendo transmitido mais facilmente de pessoa para pessoa.
     "Sabemos que o vírus está mudando bastante", disse à BBC o geneticista Anavaj Sakuntabhai. "Isso é importante para o diagnóstico (de casos novos) e para o tratamento. Precisamos saber como o vírus (está mudando) para fazer frente ao nosso inimigo."
     Leia mais: Epidemia de ebola pode ser erradicada em 2015, diz representante da ONU
Mutações em vírus ao longo do tempo não são incomuns. O ebola é um vírus de RNA - como o HIV e a influenza (gripe) - que têm uma elevada taxa de mutação. Isso o torna mais apto a se adaptar e aumenta o potencial de contágio.
     "Identificamos vários casos que não têm nenhum sintoma, casos assintomáticos", disse Sakuntabhai.
     "Essas pessoas podem ser as que mais transmitem o vírus, mas ainda não sabemos. Um vírus pode passar por uma mutação e se tornar menos mortal mas mais contagioso - isso é algo que nos deixa com medo."

                                       'Questão de números'


     Mas a maior incidência de pacientes assintomáticos no atual surto de ebola não é necessariamente uma prova conclusiva de que o vírus se tornou mais contagioso, diz o professor Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
     "Poderia ser simplesmente um jogo de números: quanto mais infecções na população em geral, obviamente veremos mais infecções assintomáticas", argumenta.
     Outra preocupação é que, com mais mais tempo e mais "anfitriões" para se desenvolver, o ebola sofra mutações que lhe permitam ser transmitido pelo ar. Porém, não há nenhuma evidência para sugerir que isso está acontecendo. O vírus só é transmitido por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
     "Precisamos estudar mais. Mas alguma coisa mostra que existem mutações", disse o virologista do Instituto Pasteur Noel Tordo.
     "Por enquanto, o modo de transmissão ainda é o mesmo. Você só precisa evitar o contato (com a pessoa doente). Mas, como cientista, não é possível dizer que isso não vai mudar. Talvez mude."
   
     Os pesquisadores estão usando um método chamado sequenciamento genético para acompanhar as mudanças na composição genética do vírus. Até agora, eles analisaram cerca de 20 amostras de sangue da Guiné. Outras 600 amostras serão enviadas aos laboratórios nos próximos meses.
     Um estudo semelhante feito anteriormente em Serra Leoa mostrou que o vírus ebola passou por uma mutação considerável nos primeiros 24 dias do surto, segundo a Organização Mundial de Saúde.
     "Isso certamente levanta uma série de questões científicas sobre transmissibilidade, resposta a vacinas e medicamentos, uso de plasma de pessoas infectadas", afirmou a pesquisa da OMS.
     "No entanto, muitas mutações genéticas podem não ter qualquer impacto sobre a forma como o vírus reage aos medicamentos ou se comporta em populações humanas."
 

                                                       Vacinas


     A pesquisa francesa também investiga por que algumas pessoas sobrevivem ao ebola e outros não. A taxa de sobrevivência do surto atual é de cerca de 40%.
     As conclusões poderiam ajudar no desenvolvimento de vacinas contra o vírus.
     Pesquisadores do Instituto Pasteur trabalham atualmente em duas vacinas, que devem ser testadas em seres humanos até o final do ano. Uma delas é uma modificação da vacina contra sarampo, que injeta uma forma enfraquecida e inofensiva do vírus a fim de criar defesas imunológicas no organismo.
    

                    Ebola: vacinas experimentais são enviadas à Libéria


     Se os testes derem certo, a nova vacina protegeria contra sarampo e ebola. "Vimos agora que essa ameaça pode se estender em escala global. Aprendemos que este vírus não é um problema da África, é um problema para todos", disse o imunologista do Instituto Pasteur James Di Santo.
     "Este surto particular pode minguar e ir embora, mas nós vamos ter outro surto em algum momento, porque os lugares onde o vírus se esconde na natureza - por exemplo, em animais de pequeno porte - ainda são uma ameaça para os seres humanos no futuro. A melhor resposta que podemos ter é uma vacina para todo o mundo."

 

 

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    Olimpíada de 2016 será no Rio de Janeiro

 

    Com um projeto orçado em R$28,8 bilhões, capital fluminense supera Chicago, Madri e Tóquio. América do Sul sediará os jogos pela primeira vez na história.
    Após a quarta tentativa brasileira, o Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2016. O anúncio oficial foi feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira (2), emCopenhague, na Dinamarca.
    Com o projeto mais caro, orçado em R$28,8 bilhões, a Cidade Maravilhosa deixou para trás Chicago, eliminada na primeira rodada, Tóquio e Madri, derrotada no turno final. Com a conquista, o Rio será a primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos Olímpicos. A experiência brasileira em grandes eventos esportivos é pequena. Apenas a Copa do Mundo de futebol de 1950 e o Pan 2007, no Rio. Com apoio popular, o país terá sete anos para se organizar. Os Jogos Olímpicos serão de 5 a 21 de agosto de 2016. Os Jogos Paraolímpicos ocorrem de 7 a 18 de setembro.
   

    Candidatura ganhou fôlego na reta final
    Embora tenha recebido a nota mais baixa na primeira inspeção dentre as concorrentes, no quesito técnico o projeto do Rio foi bem recebido. Um das principais críticas está no item segurança.
   
   Comoção nacional
    Como contraponto, esportistas, políticos e artistas se engajaram na campanha brasileira. A participação do governo federal trouxe à campanha ainda um importante incremento político. O presidente Lula incorporou o lobby pró-Rio 2016 à sua agenda. Até mesmo na negociação da compra dos caças militares alinhavados com a França o apoio dos delegados franceses do COI na eleição de sexta-feira teria entrado na pauta. O próprio presidente admitiu ter enviado cartas a cada um dos delegados do Comitê Olímpico Internacional pedindo votos para o Brasil. No discurso, a transformação da Olimpíada em um marco do desenvolvimento do país.
    Atletas também participaram do esforço pela candidatura. Pelé passou a semana em Copenhague. Deu entrevistas, participou de eventos com crianças e serviu como cabo eleitoral mais forte junto aos delegados africanos.
    O nadador César Cielo, campeão olímpico e mundial nos 50 m livre e mundial nos 100 m livre, teve o papel específico de encontrar-se com o Alexander Popov. Principal nome da histórias das provas curtas de natação, o russo é um dos delegados do seu país.
    Até o escritor Paulo Coelho teve sua parcela de participação. Ele participou de pelo menos um almoço e um jantar com mulheres de membros do COI na busca por votos. O autor de "O Alquimista" e "Diário de um Mago", entre outros, prometeu até dar uma cambalhota em Copacabana no caso de o Rio ser escolhido.
 

    Influência de Nuzman e o fantasma do Pan
    A indicação também é uma vitória pessoal do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Artur Nuzman. Desde que assumiu a entidade, em 1995, o dirigente trabalha para trazer os Jogos para o Rio de Janeiro. Fracassou na tentativa de organizar as edições de 2004 e 2012. Antes, Brasília havia caído na disputa preliminar por 2000.
    Como prova de que o Brasil poderia receber os Jogos Olímpicos, Nuzman articulou a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio. Bem recebido pelo atleta e pelo público, contudo, o evento teve graves problemas orçamentários e de estrutura, que se tornaram um fantasma para a postulação olímpica.
    O orçamento original de R$ 400 milhões foi inflado até chegar a R$ 4 bilhões. Mesmo mais caro, não cobriu obras que comporiam o prometido legado para a cidade, como a despoluição da Baía de Guanabara e melhorias nas vias de deslocamento pela cidade.
    Algumas instalações apresentaram problemas constantes, como o provisório estádio do beisebol e do softbol, destelhando inúmeras vezes pelo vento.
    Ao longo da candidatura a 2016, foi recorrente o discurso no Comitê e no governo de que os erros do Pan serviriam de aprendizado para a Olimpíada.
 

    Projeto inédito com garantias
    O vídeo da candidatura do Rio de Janeiro - um passeio aéreo que ressalta as belezas da Cidade Maravilhosa-, expõe também o que o Brasil tentará disfarçar na Olimpíada de 2016. Para criar a apresentação do projeto brasileiro, que foi exibido nesta sexta-feira em Copenhague, foi chamado o cineasta Fernando Meirelles, principal nome brasileiro do cinema mundial. O diretor foi indicado ao Oscar em 2004 pelo filme Cidade de Deus, rodado no Rio. O conteúdo do novo vídeo é secreto, mas a promessa da delegação é de que a exibição irá impressionar os eleitores do COI.
    Os responsáveis pelo projeto brasileiro garantem que as obras serão facilitadas pela realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Elas estariam também integradas aos planos de desenvolvimento da cidade previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

 

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Por que há mais casos de microcefalia no Brasil do que em outros países afetados por zika?


Autoridades médicas estão intrigadas com o alto número de ocorrências de má-formação congênita em fetos no país; assunto foi debatido n-o 4º encontro do comitê emergencial da OMS.

 

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades médicas se dizem intrigadas com o fato de os casos de microcefalia aparentemente serem muito mais numerosos no Brasil do que em outros países afetados pela epidemia de zika.
    A questão esteve no centro dos debates do 4º encontro do comitê emergencial da OMS sobre o tema, que terminou na última sexta-feira em Genebra.

De acordo com o diretor do comitê, o médico David Heymann, explicações para o alto número de incidência de más-formações ainda precisam ser desvendadas, e estudos em diversas direções procuram entender causas além das especuladas até o momento.
    "Há enormes variações e precisamos responder à pergunta: isso ocorreu simplesmente porque o vírus atingiu a população em um outro momento, e há apenas um lapso de tempo? Estamos apenas aguardando que as complicações apareçam? Ou outros fatores contribuem fazendo com que, em uma parte do mundo, a doença resulte em maiores complicações do que em outra?", indagou.
    De acordo com o último boletim epidemiológico da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), até agosto foram confirmados 1.845 casos de bebês nascidos com más-formações no Brasil, em uma população de 206 milhões.
    O segundo país a registrar maior incidência de más-formações congênitas é a Colômbia, com 29 casos confirmados em uma população de 47 milhões.
Em uma comparação simplificada, o Brasil tem população cerca de 4,3 vezes maior do que a do vizinho, mas registra 63 vezes mais casos de más-formações.
    Ao todo, infecções por zika foram observadas em 72 países desde 2007, porém apenas 20 desses reportaram más-formações no sistema nervoso de bebês associadas ao vírus. Entre eles, quatro foram episódios de infecção ocorridos fora do território.

                                                                    Possibilidades

    Diversas teorias procuram explicar a razão dos altos índices de microcefalia observados particularmente no Brasil, mas até o momento nenhuma é conclusiva.
    O argumento mais aceito era de que os surtos haviam iniciado anteriormente no Brasil e se alastrado para o resto da América Latina, portanto seria apenas uma questão de tempo até a microcefalia atingir altos números na região como um todo.
    Essa profecia, porém, ainda não se concretizou, deixando o Brasil numa indesejável e solitária liderança estatística.
    Para o virologista da USP Paolo Zanotto, a cepa (linhagem) do vírus, o lapso do tempo desde o início da epidemia, a interação com outras doenças e as condições socioeconômicas são os fatores mais prováveis por trás da discrepância.
    Na reunião da OMS debateu-se extensamente se a versão do zika que provocou a epidemia no Brasil - de origem asiática e comprovadamente associada à microcefalia - seria mais perigosa do que sua gêmea, a cepa africana.
    "As epidemias com a cepa africana vêm ocorrendo há vários anos, mas ninguém realmente as observou. Então a pergunta é: estaria a africana também causando microcefalia?", questionou Peter Salama, diretor-executivo para surtos e emergências da organização.
    "Estamos analisando as diferenças entre as cepas. Isso está sendo investigado", reforçou Heymann.
    Zanotto ressalta que a desproporcionalidade de casos nos Brasil depende da compreensão do fenômeno como um todo. O lapso do tempo desde o início da epidemia e o nível de prevalência do vírus seriam os parâmetros corretos para essa aferição.
    "A gente precisaria ter estudos de sorologia retroativos nas populações para entender em que ponto estamos, quantas pessoas de fato foram infectadas.     Um milhão? Cinquenta milhões? Precisamos saber isso para poder calcular os casos de microcefalia com um denominador de fato."
    "Imagine se no Nordeste (do Brasil) 80% da população já tiver sido infectada? Aí os números de microcefalia fariam sentido. Mas, se menos de 2 milhões tiverem sido infectados, ainda haveria muitos milhões (de pessoas vulneráveis). Aí a doença ficaria muito mais complicada do que parece", explicou.
                   

                                                                        Cofatores


    "É necessário que haja estudos completos, com grupos de controle, para estabelecer se existem ou não outros aspectos envolvidos. Isso é principalmente por conta da diferença entre as manifestações (do vírus) em diversos países", afirmou Heymann.
    O diretor-executivo destacou que a particularidade brasileira é "uma questão em aberto". "Há muitos estudos em andamento, inclusive com grupos de controle, especialmente no Nordeste do Brasil, para explicar as variações entre as incidências de complicações."
    Ele enumerou aspectos genéticos, alimentares e de contaminação ambiental como exemplos. "Há uma extensa gama de fatores que precisa ser avaliada para entendermos exatamente a causa", agregou.
    O desafio dos cientistas não é apenas definir quais cofatores impactaram a má-formação dos bebês, mas também avaliar a interação entre eles, já que possivelmente ocorrem simultaneamente.
    "No Nordeste, há uma prevalência de dengue muito mais alta do que no resto do Brasil. Cerca de 80% da população já teve dengue. Pesquisas já mostraram que isso pode ser um intensificador do problema", exemplificou Zanotto.
    Outro ponto destacado por Zanotto é o índice de desenvolvimento humano (IDH), referência utilizada para avaliar a condição socioeconômica da população. De acordo com o professor, a maioria dos bebês afetados nasceu em comunidades cujo IDH é baixo.
    "Temos evidência de que o fator socioeconômico está relacionado também - pode ser relacionado à má nutrição ou à exposição a outras doenças."
"    Há várias coisas que podem ser a razão (da alta incidência de microcefalia) e estamos tentando produzir pesquisas em várias linhas pra tentar ficar sensível às respostas que venham dessas diferentes hipóteses", concluiu.

   

    Setembro / 2016.
 


 

BOM TREINO!

Levar o carderno para mostrar para o Professor quando for solicitado ou quando quiser mostrar.

Qualquer dúvida procurar o Professor Clayton.


 

ALUNOS EM TREINAMENTO

 


 

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